O RH que o CEO quer: como desenvolver talentos de valor
A régua do RH subiu. Segundo um estudo da Heidrick & Struggles, divulgado pela Fortune, os CEOs buscam hoje quase o dobro de competências em um diretor de RH do que buscavam uma década atrás, e apenas um em cada quatro CHROs atua no perfil que eles procuram. Ao mesmo tempo, a Gartner aponta que 67% dos CHROs relatam expectativa crescente de produtividade dos colaboradores. O recado é claro: o RH que o CEO quer é o que ajuda a desenvolver talentos que geram valor real para o negócio, e não apenas o que cuida de processos.
Desenvolver talentos, nesse contexto, deixou de ser um programa de treinamento e virou uma agenda de negócio. Ela envolve estratégia, dados, liderança, cultura e também aquilo que a empresa oferece em troca do esforço extra que pede das pessoas.
O que o CEO espera do RH hoje
Os CEOs estão pressionados a crescer e a ganhar eficiência ao mesmo tempo. Uma pesquisa da Gartner com 203 CEOs e executivos seniores, feita em maio de 2026, mostra que 63% estão redesenhando de forma radical o modelo de operação para acelerar o retorno financeiro com IA. Nesse cenário, esperam do RH um papel mais estratégico, de quem entende de pessoas e também de negócio, de tecnologia e de mudança.
Segundo a Heidrick, os CEOs procuram líderes de RH que sejam bons resolvedores de problemas, curiosos e com mentalidade de produto. Em outras palavras, querem um RH que enxergue o trabalho como algo a ser desenhado, e não apenas administrado. É a mesma lógica que defendemos ao falar da estratégia do RH para a marca empregadora: o RH que conecta pessoas ao negócio ganha espaço na mesa de decisão.
Por que desenvolver talentos virou prioridade de negócio
Em uma pesquisa com mais de 750 CHROs, a Gartner mostrou que 76% citam desenvolver talentos e habilidades como principal objetivo na agenda de desenvolvimento de líderes e gestores. A prioridade existe, e a razão é prática: quem não desenvolve talentos paga a conta na rotatividade. O custo invisível do turnover nas empresas aparece em recrutamento, tempo de adaptação, queda de produtividade e perda de conhecimento, e costuma ser maior do que a empresa imagina.
Por isso, desenvolvimento e retenção de talentos caminham juntos. Para organizar essa conversa dentro da empresa, vale conferir o e-book Turnover sob controle, que reúne caminhos para entender e reduzir a rotatividade.
O que significa desenvolver talentos que geram valor real
Valor real não está em uma lista longa de cursos concluídos. Está em habilidades ligadas ao que diferencia a empresa no mercado. A Gartner recomenda focar em menos habilidades, justamente as que sustentam as capacidades que tornam a organização competitiva, e olhar também para a chamada "promessa de habilidade": a vontade e a capacidade de aprender, e não só a proficiência atual.
Isso torna ainda mais importante desenvolver talentos com foco, porque a estrutura das empresas está mudando. Segundo a Gartner, as organizações estão eliminando algumas camadas de gestão intermediária e contratando menos profissionais em início de carreira, o que aumenta a pressão sobre o RH para acelerar o desenvolvimento de quem entra. A consultoria recomenda, inclusive, redesenhar os programas de carreira inicial para formar expertise mais rápido.
Como desenvolver talentos com impacto no negócio
- Comece pela estratégia, não pelo catálogo. Defina quais capacidades diferenciam a empresa e quais habilidades sustentam cada uma. Só então escolha o que ensinar.
- Segmente o desenvolvimento. Cada grupo tem necessidades distintas, como discutimos em segmentação de colaboradores, e a hiperpersonalização no RH leva essa ideia para a jornada de cada pessoa. O mesmo programa para todos desperdiça tempo e dinheiro.
- Transforme o PDI em um combinado vivo. O plano de desenvolvimento individual só funciona quando tem metas claras, acompanhamento do gestor e revisão periódica, como mostramos em PDI nas empresas e retenção de talentos.
- Coloque o aprendizado dentro do trabalho. A Gartner defende que os líderes ajudem as pessoas a praticar novas habilidades em momentos do dia a dia, e não apenas em treinamentos isolados. Dinâmicas e atividades coletivas também ajudam, como reunimos em dinâmicas em grupo para o RH.
- Cuide da carreira para desenvolver talentos e reter. Em seu levantamento sobre gestão de talentos, a Gartner aponta remuneração e desenvolvimento de carreira como os principais motivos de saída. Upskilling e trilhas claras ajudam a manter as pessoas.
- Use a IA com critério. Segundo a Gartner, só 24% das equipes de liderança estão alinhadas sobre quem responde pelos agentes de IA. O RH pode liderar essa conversa, como discutimos em IA no RH.
- Meça resultado de negócio. Acompanhe indicadores como produtividade, tempo de adaptação de novos profissionais e rotatividade, e não apenas horas de treinamento.
Cultura e experiência: desenvolver talentos exige coerência
Nenhum esforço para desenvolver talentos sobrevive a uma cultura que diz uma coisa e faz outra. Quando a empresa promete crescimento, mas as promoções não acontecem, ou fala em aprendizado, mas não libera tempo para estudar, nasce a dissonância entre discurso e prática, e o talento percebe.
Por isso, desenvolver talentos passa também pela experiência do colaborador do início ao fim da jornada, e pela forma como a empresa se apresenta ao mercado. Os insights de employer branding do CONARH 2026 reforçam que a marca empregadora se constrói no que as pessoas vivem dentro da empresa.
Desenvolver talentos sem esgotar o time
Um cuidado essencial: pedir mais desenvolvimento e mais produtividade sem olhar para a carga de trabalho é uma receita para o desgaste. Como mostramos em burnout no trabalho: um problema de estrutura, não de resiliência, a sobrecarga e a falta de perspectiva de carreira estão entre as principais causas apontadas por profissionais brasileiros. O RH pode atuar de forma preventiva, e temos um conteúdo específico sobre prevenção de burnout no trabalho pelo RH.
A qualidade das relações também pesa: times conectados aprendem melhor e se apoiam mais, tema que abordamos em saúde social no trabalho e em como estruturar bem-estar corporativo. Talento desenvolvido em um ambiente que adoece não permanece.
Desenvolver talentos também depende do que a empresa oferece em troca
Pedir mais das pessoas exige oferecer mais em troca. A Gartner chama atenção para o movimento de exigir mais dos colaboradores sem oferecer mais em troca, seja em remuneração, flexibilidade ou benefícios, e recomenda que os CHROs sejam explícitos sobre a proposta de valor ao colaborador, incluindo o que esperam em retorno.
É aí que a remuneração total entra na estratégia de talentos: salário, benefícios, variável e componentes de longo prazo formam um conjunto que precisa fazer sentido para quem trabalha na empresa. Alguns pontos ajudam a acertar:
- Compare com o seu setor. Os benefícios variam bastante entre segmentos, como mostra o levantamento da Biz sobre benefícios corporativos por setor.
- Cuide da vida financeira do time. Iniciativas de educação financeira nas empresas reduzem uma fonte de preocupação que afeta o foco e o desempenho.
- Evite os erros mais comuns. Pacotes iguais para todos, falta de dados de uso e comunicação ruim aparecem entre os erros mais comuns na gestão de benefícios corporativos.
- Valorize quem faz a empresa acontecer. O reconhecimento é parte da estratégia, como discutimos em gestão de pessoas e Dia do Trabalhador.
Benefícios que se adaptam à rotina das pessoas ajudam a sustentar a experiência do colaborador e a desenvolver talentos sem perder as pessoas no caminho.
Benefícios hiperpersonalizados: a experiência da empresa no dia a dia do colaborador
Boa parte da cultura de uma empresa se discute em reuniões e treinamentos, mas é no cotidiano que o colaborador percebe se ela faz sentido para ele. O benefício é um dos pontos de contato mais frequentes: o cartão e o app estão com a pessoa todos os dias, inclusive fora do horário de trabalho. Os benefícios corporativos hiperpersonalizados levam a identidade da empresa e as necessidades de cada perfil para esse momento, com categorias que a própria empresa desenha e comunica de forma coerente com a sua cultura.
Para desenvolver talentos, isso muda o jogo. Em vez de um pacote genérico, a empresa mostra que conhece a rotina das pessoas e cuida do que importa para elas. Uma empresa que valoriza aprendizado, por exemplo, pode ligar uma premiação a metas do plano de desenvolvimento, e outra que prioriza bem-estar pode dar destaque a categorias voltadas a isso. É a experiência da empresa chegando ao dia a dia de quem trabalha ali, de um jeito que faz sentido para a vida real da pessoa e que ajuda a desenvolver talentos sem perdê-los no caminho.
Um RH que gera valor sabe desenvolver talentos e cuidar de quem os sustenta
Desenvolver talentos que geram valor exige estratégia, dados e uma proposta de valor coerente. Quando o RH acerta nesses três pontos, passa a ser visto como parceiro do negócio.
A Biz apoia o RH nessa jornada:
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✅ Multibenefícios flexíveis em um único cartão, que se adaptam à realidade de cada colaborador
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✅ Carteira hiperpersonalizada, com categorias que a própria empresa desenha
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✅ Cartões hiperpersonalizados, que reforçam a marca empregadora a cada uso
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✅ Gestão simples e centralizada, com dados de uso que ajudam o RH a decidir com mais segurança
Seu RH está desenvolvendo talentos que geram valor real, ou ainda mede apenas o volume de treinamentos?
👉Fale com um especialista da Biz e descubra como estruturar benefícios que sustentam a sua estratégia de talentos.